O volume elevado de chuvas registrado nas últimas semanas em Mato Grosso tem impactado diretamente o ritmo da colheita da soja e o avanço do plantio do milho segunda safra no estado. A instabilidade climática já provoca reflexos econômicos e aumenta a preocupação no campo.
De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o excesso de precipitações tem retardado o encerramento da colheita da soja, o que consequentemente empurra parte do milho para fora da janela considerada ideal de semeadura. A situação eleva os riscos produtivos e financeiros para os agricultores.
Em Marcelândia, por exemplo, as estimativas apontam prejuízos que podem chegar a aproximadamente R$ 1,8 mil por hectare, reflexo direto das perdas de qualidade e produtividade.
Até o dia 20 de fevereiro, a colheita da soja na safra 2025/26 alcançava 65,75% da área cultivada no estado, enquanto o plantio do milho segunda safra atingia 66,33%, conforme dados divulgados pelo Canal Rural Mato Grosso.
Segundo o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, o cenário segue preocupante. As chuvas intensas têm aumentado os índices de avarias, elevado a umidade dos grãos e ampliado os descontos aplicados na comercialização.
Em diversas propriedades, já são observados casos de soja brotando nas vagens e grãos acima do padrão de umidade exigido pelos armazéns, fatores que comprometem a qualidade do produto e reduzem a rentabilidade do produtor mato-grossense.
Fonte: Canal Rural