Os contratos futuros do milho iniciaram a sessão desta semana em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento positivo é sustentado principalmente pela demanda firme pelo cereal norte-americano e pela valorização do petróleo no mercado internacional desde o início do conflito no Oriente Médio. A queda do dólar frente a outras moedas também contribui para dar suporte às cotações.
No radar do mercado está a divulgação do novo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para terça-feira (10), às 13h. A expectativa é de que o órgão apresente uma leve revisão para cima nos estoques finais dos Estados Unidos e também no cenário global para a safra 2025/26.
De acordo com analistas consultados por agências internacionais, os estoques finais norte-americanos devem ser estimados em 2,155 bilhões de bushels, acima dos 2,127 bilhões de bushels indicados no relatório divulgado em fevereiro.
No cenário global, o mercado projeta estoques finais de milho em 289,3 milhões de toneladas para a temporada 2025/26, número ligeiramente superior aos 289 milhões de toneladas apontados no levantamento anterior.
Para o Brasil, a expectativa é de que o USDA revise para cima a estimativa de produção da safra 2025/26. A projeção média do mercado indica 132,3 milhões de toneladas, superando as 131 milhões de toneladas indicadas no relatório do mês passado.
No mercado futuro em Chicago, os contratos com entrega em maio registravam alta de 7,00 centavos de dólar, ou 1,54%, cotados a US$ 4,60 1/2 por bushel. Já os contratos para julho avançavam 7,25 centavos de dólar, ou 1,56%, negociados a US$ 4,70 por bushel.
Fonte: Safras News