O mercado brasileiro de soja inicia o dia com perspectiva de maior movimentação, impulsionado pela alta nos dois principais formadores de preços: a Bolsa de Chicago e o câmbio. Em Chicago, os contratos avançam moderadamente, sustentados por condições climáticas adversas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que dificultam o planejamento do plantio. Ao mesmo tempo, o dólar se valoriza frente ao real, acompanhando o cenário externo, enquanto investidores aguardam definições sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Apesar desse viés mais positivo, o pregão anterior foi marcado por lentidão no mercado interno, com poucas negociações e oscilações restritas. As variações de preços ficaram próximas de R$ 1,00 por saca, refletindo um ambiente de baixa volatilidade prática, mesmo com fatores externos influenciando.
No físico, as cotações se mantiveram estáveis na maior parte das praças. Em Passo Fundo (RS), a saca foi negociada a R$ 124,00, enquanto em Santa Rosa (RS) ficou em R$ 125,00. Cascavel (PR) registrou R$ 120,00. Em Rondonópolis (MT), os preços permaneceram em R$ 111,00, com leve alta em Dourados (MS), passando para R$ 112,00. Já em Rio Verde (GO), houve ajuste negativo, com a saca recuando para R$ 110,00.
Nos portos, os preços seguiram firmes, com Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) operando ao redor de R$ 130,00 por saca, mantendo a atratividade nos prazos.
No cenário internacional, Chicago registra alta de 0,60% para o contrato julho/26, cotado a US$ 11,96 ½ por bushel. No câmbio, o dólar comercial avança 0,08%, sendo negociado a R$ 4,9863, enquanto o índice dólar sobe 0,22%.
Entre os indicadores financeiros globais, as bolsas asiáticas encerraram em alta, com destaque para a China (+0,71%), enquanto na Europa predominam quedas. Já o petróleo apresenta recuo, com o WTI para julho cotado a US$ 97,53 por barril.
Fonte: Safras e Mercados