Os contratos futuros da soja encerraram esta sexta-feira em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), aumentando as perdas registradas ao longo da semana e também do mês de maio. O movimento foi influenciado principalmente pela realização de lucros por parte dos investidores e pelo reposicionamento de carteiras no mercado.
Durante maio, o recuo acumulado foi de 0,73%, enquanto na semana a baixa chegou a 0,77%.
Entre os fatores que pressionaram as cotações estiveram a desvalorização do petróleo, motivada pelas expectativas de avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos sobre o conflito no Oriente Médio, além das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas.
No cenário da demanda, o mercado segue atento à possibilidade de retomada das compras chinesas de soja dos Estados Unidos. As aquisições poderiam fazer parte dos acordos comerciais firmados entre Washington e Pequim durante a visita do presidente Donald Trump ao país asiático.
O USDA informou ainda uma venda de 192 mil toneladas de soja por exportadores privados norte-americanos para destinos não revelados. Desse volume, 60 mil toneladas serão destinadas à safra 2025/26 e outras 132 mil toneladas à temporada 2026/27.
Já as exportações líquidas semanais de soja dos Estados Unidos apresentaram saldo negativo de 299,9 mil toneladas para a safra 2025/26, considerando a semana encerrada em 21 de maio. Para a temporada 2026/27, o volume ficou positivo em 137,7 mil toneladas. O mercado projetava vendas entre 150 mil e 400 mil toneladas no total das duas temporadas.
Preços
O contrato julho da soja fechou cotado a US$ 11,86 3/4 por bushel, com queda de 7,75 centavos de dólar, equivalente a 0,64%. Já o vencimento agosto encerrou a US$ 11,90 1/4 por bushel, recuando 0,48%.
Entre os derivados, o farelo de soja para julho caiu US$ 4,30, fechando a US$ 329,80 por tonelada. No mercado do petróleo, os contratos para julho avançaram 1,32%, encerrando o dia a 77,72 centavos de dólar.
Fonte: Safras e Mercados