Os contratos futuros de milho encerraram o pregão desta sexta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento foi influenciado pela realização de lucros após os ganhos registrados na sessão anterior, além da recuperação dos preços do petróleo em Nova York. As expectativas em torno do aumento dos estoques trimestrais do cereal nos Estados Unidos também contribuíram para pressionar as cotações.
As perdas foram parcialmente limitadas pela desvalorização do dólar frente às principais moedas internacionais e pela expectativa de uma redução na área destinada ao cultivo de milho na safra norte-americana 2026/27. No acumulado da semana, os contratos registraram queda de 0,58%.
O mercado agora direciona a atenção para os relatórios que serão divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na próxima terça-feira (30). A projeção é de que a área plantada com milho na safra 2026/27 alcance 94,937 milhões de acres, abaixo dos 95,338 milhões estimados em março e inferior aos 98,788 milhões de acres cultivados na temporada 2025/26.
As condições climáticas também seguem sendo acompanhadas de perto pelos investidores. A previsão indica temperaturas elevadas nas principais regiões produtoras norte-americanas nos próximos dias. Entretanto, a possibilidade de chuvas em parte dessas áreas deve reduzir os impactos do calor sobre as lavouras durante a próxima semana.
Outro fator importante para o mercado será a divulgação do relatório de estoques trimestrais do USDA. A expectativa é de que os estoques de milho em 1º de junho totalizem 5,392 bilhões de bushels, volume superior aos 4,643 bilhões registrados na mesma data de 2025. Em 1º de março deste ano, os estoques haviam sido estimados em 9,024 bilhões de bushels.
No fechamento da sessão, o contrato de milho para setembro terminou cotado a US$ 4,21¾ por bushel, com recuo de 2,50 centavos (0,58%). Já o vencimento de dezembro encerrou negociado a US$ 4,41½ por bushel, registrando queda de 1,50 centavo, equivalente a 0,33%.
Fonte: Notícias Agrícolas