O mercado brasileiro de soja deve manter ritmo lento nesta quinta-feira (23), refletindo um cenário externo pouco favorável às negociações. A combinação de recuo na Bolsa de Chicago e a desvalorização do dólar tende a afastar os agentes, reforçando um ambiente de cautela.
Ao longo do dia, a Bolsa de Chicago (CBOT) até ensaiou uma recuperação, mas voltou a operar em baixa, pressionada por fatores técnicos. Paralelamente, o dólar comercial abriu em queda e aprofundou as perdas durante a manhã, contribuindo para a fragilidade dos preços no mercado interno.
Na quarta-feira (22), o ritmo de comercialização já havia sido limitado, principalmente nos portos, onde as condições continuam pouco atrativas. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi marcado por preços enfraquecidos, influenciados diretamente pelo comportamento de Chicago e do câmbio.
Segundo ele, a movimentação segue contida: “Os preços permanecem pressionados e o produtor tem vendido mais por necessidade de caixa do que por oportunidade de margem”. No mercado físico, os negócios ocorreram de forma pontual, sem alterações significativas no quadro geral.
Entre as principais praças, houve leve alta em Passo Fundo (RS), com a saca passando de R$ 122,00 para R$ 122,50, e em Santa Rosa (RS), de R$ 123,00 para R$ 123,50. Em Cascavel (PR), os preços permaneceram em R$ 118,00. Já em Rondonópolis (MT), a cotação seguiu em R$ 108,00, enquanto em Dourados (MS) ficou em R$ 109,00. Em Rio Verde (GO), houve recuo de R$ 110,00 para R$ 109,00 por saca.
Nos portos, Paranaguá (PR) manteve estabilidade em R$ 128,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações apresentaram leve alta, passando de R$ 128,00 para R$ 128,50.
Fonte: Safras e Mercados