Os contratos futuros do milho registram queda nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Chicago (CBOT). Mesmo após a recuperação observada no pregão anterior, o mercado segue pressionado por fundamentos ainda negativos, especialmente pela ampla oferta global e pela forte concorrência do milho proveniente da América do Sul.
O cenário é agravado pelo dólar fortalecido frente a outras moedas, fator que adiciona pressão adicional às cotações internacionais e limita movimentos de recuperação no curto prazo.
De acordo com dados de Safras & Mercados, o line-up — programação de embarques nos portos brasileiros — aponta exportações potenciais de 773,862 mil toneladas de milho em fevereiro, mês que marca a abertura da temporada comercial 2026/27. Desse total, 75,993 mil toneladas já foram embarcadas, enquanto 697,869 mil toneladas permanecem programadas para exportação.
Na CBOT, os contratos com vencimento em março de 2026 são negociados a US$ 4,26 3/4 por bushel, apresentando recuo de 1,75 centavo de dólar, o equivalente a 0,40%, em relação ao fechamento anterior.
Na sessão de ontem (3), o milho encerrou o dia em alta, sustentado por uma recuperação técnica após perdas acumuladas nos dois pregões anteriores. O movimento acompanhou a valorização do petróleo em Nova York e a desvalorização do dólar frente a outras moedas, além de sinais recentes de retomada da demanda pelo produto norte-americano.
Os contratos de março fecharam a US$ 4,28 1/2 por bushel, com alta de 2,75 centavos (+0,64%). Já a posição mais próxima encerrou a sessão a US$ 4,35 3/4 por bushel, avanço de 2,25 centavos, ou 0,51%.
Fonte: Safras plataforma